O que eu diria à Juliana de 5 anos atrás?

Volta e meia eu gosto de parar e refletir sobre a vida. Sério, eu penso muito! Inclusive um fato interessante é que eu não gosto muito de ouvir música no carro, ou de deixar televisão ou outros equipamentos barulhentos ligados se eu não os estiver usando. Isso porque tenho a impressão de que o barulho externo me impede de ouvir meus próprios pensamentos. Quer dizer então que eu amo ficar no silêncio ouvindo meus pensamentos, refletindo sobre a vida e sobre minhas atitudes.

Por essa razão não pude perder a oportunidade de escrever sobre o tema. Estava refletindo sobre como nós evoluímos e como amadurecemos com o passar dos anos. O interessante é que sempre achamos que já somos muito maduros, até se passarem alguns anos e olharmos para trás para percebermos o quanto estávamos enganados e éramos imaturos.

Há 5 anos eu tinha 25 anos e estava aprendendo a ser mãe. Tive meu único filho, Bruno (hoje com 6 anos) aos 24 anos, então nos meus 25 ele estava completando seu primeiro aninho de vida (que amor). Apesar de ter acontecido várias coisas legais 1 anos antes (2011), como eu ter passado em concurso público, o nascimento do Bruno, eu ter iniciado um relacionamento, estar cheia de planos, eu ainda não me sentia completa. Ainda me faltava muito conhecimento sobre mim. Então resolvi listar aqui 5 coisas que eu diria à Juliana de 5 anos atrás:

1 – Preste mais atenção à si mesma e ao que você mesma gosta e quer.

Eu demorei muito para saber quem eu sou, o que eu quero, do que eu gosto, e aceitar isso. Aceitar quem eu sou. Isso porque eu sempre achei que o que eu queria, do que eu gostava, quem eu era não eram coisas que alguém deveria ser, querer ou gostar. Sempre achei que eu deveria ser diferente e muito melhor de quem eu realmente sou. Isso me fez “perder” alguns bons anos na vida, mas prefiro pensar que nada é perdido, e que tudo o que for aprendizado nunca terá sido em vão. Então eu diria para mim mesma: “Aceite-se como você é. Aceite os seus gostos e sua personalidade. Você é única e não é melhor nem pior do que ninguém por ser quem você é.”

2- Aprenda que quem te ama é gentil, te respeita, te valoriza, te admira, é seu fã número 1. Não aceite nada menos do que isso.

A falta de conhecimento sobre o que é o amor nos faz passar por alguns momentos nada agradáveis nos relacionamentos. Por não conhecermos nada melhor, é possível que aceitemos tratamentos que não são nada dignos de pessoas que realmente amam. Por exemplo, xingamentos, violência, traições, críticas para te diminuir não são nada ok, e não devem fazer parte de um relacionamento. Não aceite uma relação que traga alguma dessas coisas. Perdoar o erro 1 vez, ok, 2 vezes, dependendo, ok. Mas quem incorre em algum desses erros repetidamente, mesmo você deixando claro que não aceita, não merece o seu amor.

3- Faça o que você quer e o que você gosta sem esperar pelos outros.

No passado eu errei muito, deixando várias oportunidades de fazer coisas legais que eu adoraria fazer por conta de ex parceiros que não poderiam me acompanhar ou que não queriam me acompanhar. Quando eu estava nos meus relacionamentos passados deixei de fazer coisas de que hoje me arrependo, porque aquelas pessoas não eram as certas, então não valeu à pena ter aberto mão delas por pessoas que não valeram à pena. Então eu diria: ” Se ele te ama, vai te acompanhar no que for para te fazer feliz, ou se não puder ir, vai confiar em ti e te deixará realizar seus sonhos”. Uma prova disso é que no meu relacionamento atual, ele me acompanha até em eventos de moda e beleza, sem reclamar nadinha. ele vai porque sabe que eu gosto, e quer me ver feliz. 🙂

4- Não perca nenhuma oportunidade de fazer uma viagem.

Eu amo muito viajar, acho que quase todo mundo, né. No entanto eu faço isso muito menos do que eu gostaria, em parte pela razão do item anterior e em outra parte por conta de não querer ir sozinha (esperar pelos outros). Já perdi várias oportunidades de viagem por pensar demais. Viajar é um investimento maravilhoso, nada se equipara à férias viajando, conhecendo novos lugares. Eu amo observar as pessoas, olhar o que vestem, o que comem, com quem conversar, sobre o que conversam. Para mim o melhor em uma viagem é observar a cultura presente naquele local, como vivem as pessoas de lá, como viveram as pessoas lá no passado. Eu amo saber a história das coisas, amo imaginar como era a vida no passado e nas diferentes culturas existentes.

5- Não se preocupe tanto com o tempo.

Eu tenho uma mania chata de achar que sempre estou atrasada no tempo. Que já deveria estar lá na frente, com toda a vida resolvida e isso sempre me afligiu demais. Eu vivia com a cabeça e os pensamentos no futuro achando que já deveria ter feito isso ou aquilo à essa altura da vida. Inclusive sempre ouvi que sou lerda e demorada para fazer as coisas. Mas fazer o que? Eu sou assim, posso ser devagar, mas não fico parada. Hoje sei que a verdade é que não existe um tempo certo geral para nada nesse mundo. O que eu quero dizer é que não preciso me preocupar em me formar na faculdade com 23 anos, casar antes dos 30, ser mãe antes dos 35 anos. Nem mesmo devo me preocupar em existir uma ordem para essas coisas. Eu fui mãe aos 24 anos, me formei na faculdade aos 28 anos e até hoje ainda nem me casei. Já cheguei aos 30 anos e não estou mais desesperada para nada, hoje vejo é que não existe um tempo certo geral para todo mundo. As coisas acontecem em momentos diferentes para pessoas diferentes. Vá no seu tempo, faça o que é possível ser feito. Eu posso ter demorado mais do que algumas pessoas em certas conquistas, em outras eu fui mais rápida. Mesmo que você demore para tudo, não se compare à outras pessoas, apenas viva à sua vida no seu tempo e no seu ritmo.

Olha aí eu em 2012, 5 anos atrás. Tinha esse cabelão comprido e estava começando a ficar loira. Ainda ia para balada, coisa que não faço há uns 2 anos, estava feliz no emprego, feliz com o Bruno, mas sentia que faltavam várias coisas. Hoje mais madura aprendi que o vazio é a falta de autoconhecimento. Ainda estou no caminho, mas percebo que hoje me sinto muito mais completa. Então convido vocês a fazerem essa pergunta a si mesmos: O que diriam a si mesmos de 5 anos atrás? Espero que tenham gostado desse tipo de postagem em formato de texto. Me digam o que acharam eu se eu deveria fazer outros nesse estilo com outros temas.

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